Sistema inteligente da Still freia acidentes com empilhadeiras
16/07/2026 - Máquinas e equipamentos
Tecnologia patenteada da STILL monitora carga, altura e estabilidade em tempo real para evitar tombamentos e elevar os padrões de segurança na intralogística

Still SLC-A

Em um cenário no qual a intralogística brasileira opera sob pressão crescente por produtividade, verticalização dos armazéns e redução de custos, a segurança dos equipamentos de movimentação de materiais emerge como um dos principais desafios operacionais.

Dados do INSS compilados pelo G1 Globo indicam que o Brasil registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 óbitos em 2025, um recorde histórico. Entre esses eventos, os acidentes com empilhadeiras ocupam uma parcela significativa e a estatística mais recente e específica encontrada é uma estimativa anual de mais de 15 mil acidentes envolvendo empilhadeiras no Brasil, baseada em dados da ABRALOG e do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho de 2023.

Nesse contexto, a Still, marca do grupo Kion, apresenta o SLC-A (Smart Load Control-Assistance), sistema patenteado que combina sensores de alta precisão e algoritmos inteligentes para monitorar continuamente variáveis críticas, incluindo peso da carga, altura de elevação, capacidade residual e estabilidade operacional, e atuar de forma preventiva na redução de riscos de tombamento.

Diferentemente dos sistemas convencionais, que se limitam a emitir alertas sonoros ou visuais quando a operação se aproxima de condições perigosas, o SLC-A foi concebido para interpretar, em tempo real, a dinâmica da máquina e intervir de maneira ativa sempre que a estabilidade é comprometida. A tecnologia realiza leitura contínua de parâmetros como o peso efetivo da carga, a altura de elevação dos garfos, o comportamento da máquina em movimento e a capacidade residual, isto é, o peso máximo que a empilhadeira suporta com segurança em cada combinação de altura e centro de carga. Quando o sistema identifica uma situação de risco iminente, aciona alertas visuais por meio de sinais luminosos em LED e alarmes sonoros; se a operação atinge o limite seguro de estabilidade, reduz automaticamente a velocidade de elevação, auxiliando o operador a manter o controle do equipamento.

Still SLC A
Máquinas da Still terão a tecnologia de segurança SLC-A | Fotos: Divulgação

A arquitetura técnica do SLC-A se baseia em uma abordagem que vai além da simples medição de peso bruto. O sistema considera, de forma integrada, variáveis que frequentemente passam despercebidas em operações de alta intensidade, tais como o centro de carga, que se desloca conforme a altura de elevação e a distribuição do peso; a movimentação da máquina, cuja inércia e aceleração alteram o momento fletor sobre o eixo dianteiro; e a capacidade residual, que pode ser substancialmente menor do que a capacidade nominal da empilhadeira quando a carga é elevada a alturas elevadas.

Como destaca a própria Still, “empilhadeiras não tombam apenas por excesso de carga. Tombam por perda de estabilidade operacional e pela ausência de assistência inteligente durante a operação”. É justamente essa complexidade — a combinação dinâmica entre peso transportado, altura de elevação, centro de carga e movimentação do equipamento — que torna a identificação do ponto exato de perda de estabilidade um desafio para o operador humano, especialmente em ambientes logísticos de alta performance.

A interface do SLC-A foi projetada para traduzir essa complexidade tecnológica em informações claras e acionáveis para o operador. Por meio de um sistema de cores — vermelho para intervenção ativa e amarelo para zona de atenção — o painel indica, em tempo real, o grau de proximidade em relação ao limite seguro de operação. Quando o sistema entra em modo de intervenção ativa (sinal vermelho), a redução automática da velocidade de elevação é acompanhada por um alerta sonoro intenso, garantindo que o operador perceba a condição crítica mesmo em ambientes ruidosos. Essa camada de assistência não substitui o julgamento do operador, mas amplia sua capacidade de tomada de decisão com base em dados objetivos e intervenções inteligentes quando necessário.

Na intralogística moderna, a segurança precisa ser tratada de forma inteligente e preventiva. O SLC-A representa essa evolução ao oferecer suporte contínuo ao operador, reduzindo a dependência exclusiva da percepção humana e contribuindo para evitar acidentes antes que eles aconteçam”, afirma Adriana Firmo, vice-presidente de Sales & Service da KionSouth America. A executiva ressalta ainda que o objetivo da tecnologia não é substituir o operador, mas ampliar sua capacidade de tomada de decisão por meio de informações precisas, resultando em mais segurança para as pessoas, maior proteção para as cargas e mais eficiência para toda a operação logística.