Rodovias da Anhanguera, Dutra e Castello Branco passam a usar energia solar
29/05/2026 - Rodovias

Rodovias da Anhanguera, Dutra e Castello Branco passam a usar energia solar

A Motiva firmou um contrato de dois anos com a FIT Energia para fornecimento de energia solar destinada às operações rodoviárias administradas pela companhia em São Paulo e no Paraná. O acordo prevê o uso de sistemas de geração distribuída (GD) para abastecimento de praças de pedágio, bases operacionais, iluminação e câmeras de monitoramento instaladas nas rodovias concedidas.

A operação começa com fornecimento estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades consumidoras em baixa tensão. Segundo as empresas, o volume poderá alcançar 11.231 MWh anuais, atendendo até 350 pontos de consumo conforme a ampliação da demanda. A expectativa é de redução de cerca de 22% nas despesas anuais com energia elétrica das operações contempladas, além da diminuição de aproximadamente 479 toneladas de emissões de CO₂ por ano durante a vigência do contrato.

Rodovias contempladas

Entre as concessões incluídas no acordo estão o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, administrado pela Motiva AutoBan, além da operação Rio-SP, responsável pelas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos. Também fazem parte do projeto o Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, operado pela ViaOeste e Motiva Sorocabana, além de trechos administrados pela Motiva Paraná.

A energia será gerada em usinas fotovoltaicas da FIT Energia localizadas em municípios paulistas e paranaenses. Em São Paulo, os empreendimentos ficam em Bebedouro, Altair, Limeira, Lorena, Cubatão e Sorocaba. No Paraná, as usinas estão instaladas em Campo Mourão, Capanema e Colorado.

Segundo a Motiva, parte da energia renovável também será utilizada no abastecimento de frotas operacionais eletrificadas empregadas pelas concessionárias.

Estratégia de descarbonização

A iniciativa integra a estratégia da Motiva para ampliar o uso de fontes renováveis em operações de rodovias, trilhos e aeroportos. De acordo com a companhia, todas as operações passaram a utilizar energia elétrica proveniente integralmente de fontes renováveis em 2024, antecipando em um ano a meta inicialmente prevista.

Para atingir esse objetivo, a empresa afirma ter investido em geração própria, migração de ativos para o Mercado Livre de Energia e contratação de energia associada a certificados renováveis I-RECs.

No fim de 2024, a Motiva também se tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, em um projeto de autoprodução por equiparação. A energia gerada é destinada ao abastecimento de operações metroferroviárias em São Paulo, incluindo as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Além disso, a companhia opera atualmente 6,3 MWp em usinas solares próprias instaladas em áreas rodoviárias de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Meta agora é reduzir emissões diretas

Segundo a empresa, 2025 foi encerrado com redução de 61% nas emissões de escopo 1 e 2 em relação aos níveis registrados em 2019, índice acima da meta intermediária estabelecida pela Science Based Targets initiative (SBTi) para 2033. Com as emissões ligadas ao consumo de energia elétrica praticamente zeradas, o foco da companhia passa agora para a redução das emissões diretas, principalmente relacionadas ao uso de combustíveis fósseis.

Entre as medidas previstas estão a ampliação da eletrificação da frota operacional, maior utilização de biocombustíveis e adoção de sistemas mais eficientes nas operações metroferroviárias.