Gelog aposta em IA e caminhões elétricos por avanços operacionais
13/03/2026 - IA+Elétrico
Com nova ferramenta de IA empresa quer reduzir drasticamente tempo de espera no transporte de cargas

Caminhão elétrico Sany 588 em operação pela Gelog

Gelog está unindo tecnologia de ponta e sustentabilidade para proporcionar avanços ao trânsito aduaneiro e ao transporte de cargas no Brasil. A empresa desenvolve uma ferramenta própria de inteligência artificial (IA) para automatizar a escala de caminhoneiros e veículos enquanto dá um passo ousado na eletrificação da frota com pesados elétricos que já enfrentaram desafios como a Serra do Mar. O objetivo é claro e consiste em zerar as emissões de CO2 e cortar drasticamente o tempo de espera nas operações.

A busca por previsibilidade e eficiência no trânsito aduaneiro e na movimentação de cargas passa por constante investimento tecnológico. A Gelog utiliza sistemas robustos como o Rodopar para gestão de transporte e plataformas integradas à Receita Federal para agilizar a liberação de cargas. O próximo passo, já em desenvolvimento pelo time de TI interno, é a implementação de ferramentas de inteligência artificial.

Blancher Sousa. diretor Gelog
Blancher Sousa. diretor Gelog | Foto: Reprodução

O objetivo é automatizar e otimizar a escala de caminhoneiros e veículos. “A inteligência artificial vai medir a jornada do motorista, como por exemplo aquele que já está com a saída liberada, ou um caminhão que está disponível na garagem e, automaticamente, já são encaixados na escala da programação de um determinado cliente”, detalha Blancher Sousa, diretor do Grupo Gelog.

A ideia é que, a partir da demanda do cliente, o sistema identifique a combinação ideal de motorista e veículo, bloqueie o ativo para a operação e, ao final, acione a expedição para emitir os documentos automaticamente via totem de autoatendimento, reduzindo drasticamente o tempo de espera e aumentando a eficiência operacional.

Aposta na eletromobilidade

A Gelog tem se posicionado como uma das pioneiras na adoção de veículos pesados elétricos no Brasil. Em parceria com a montadora chinesa Sany, a empresa realizou testes bem-sucedidos com caminhões 100% elétricos, sendo a primeira a operar uma composição de nove eixos (rodotrem) transportando dois contêineres a partir do Porto de Santos, vencendo o desafio da Serra do Mar. “As expectativas foram superadas, o caminhão desempenhou muito bem”, comemora o diretor.

Para a empresa, o foco no elétrico é uma aposta estratégica de longo prazo, em detrimento de outras alternativas como biometano ou GNV, ainda considerados combustíveis fósseis. “Quando se fala no veículo elétrico, praticamente zeramos [a emissão de CO2], principalmente na parte do transporte efetivo”, justifica o Sousa.

O executivo destaca, ainda, a redução drástica nos custos de manutenção, com o fim das trocas de óleo, filtros e outros insumos. O plano é ambicioso e consiste em dobrar a frota de elétricos ainda este ano, mirando um futuro com uma operação potencialmente 100% eletrificada. Esse compromisso com a sustentabilidade também se reflete nas operações de terminal, com a aquisição de quase 40 empilhadeiras elétricas e a transformação da filial de Paulínia em uma unidade 100% verde, com captação de água da chuva e energia solar.