
A Gelog está unindo tecnologia de ponta e sustentabilidade para proporcionar avanços ao trânsito aduaneiro e ao transporte de cargas no Brasil. A empresa desenvolve uma ferramenta própria de inteligência artificial (IA) para automatizar a escala de caminhoneiros e veículos enquanto dá um passo ousado na eletrificação da frota com pesados elétricos que já enfrentaram desafios como a Serra do Mar. O objetivo é claro e consiste em zerar as emissões de CO2 e cortar drasticamente o tempo de espera nas operações.
A busca por previsibilidade e eficiência no trânsito aduaneiro e na movimentação de cargas passa por constante investimento tecnológico. A Gelog utiliza sistemas robustos como o Rodopar para gestão de transporte e plataformas integradas à Receita Federal para agilizar a liberação de cargas. O próximo passo, já em desenvolvimento pelo time de TI interno, é a implementação de ferramentas de inteligência artificial.

Blancher Sousa. diretor Gelog | Foto: Reprodução
O objetivo é automatizar e otimizar a escala de caminhoneiros e veículos. “A inteligência artificial vai medir a jornada do motorista, como por exemplo aquele que já está com a saída liberada, ou um caminhão que está disponível na garagem e, automaticamente, já são encaixados na escala da programação de um determinado cliente”, detalha Blancher Sousa, diretor do Grupo Gelog.
A ideia é que, a partir da demanda do cliente, o sistema identifique a combinação ideal de motorista e veículo, bloqueie o ativo para a operação e, ao final, acione a expedição para emitir os documentos automaticamente via totem de autoatendimento, reduzindo drasticamente o tempo de espera e aumentando a eficiência operacional.
Aposta na eletromobilidade
A Gelog tem se posicionado como uma das pioneiras na adoção de veículos pesados elétricos no Brasil. Em parceria com a montadora chinesa Sany, a empresa realizou testes bem-sucedidos com caminhões 100% elétricos, sendo a primeira a operar uma composição de nove eixos (rodotrem) transportando dois contêineres a partir do Porto de Santos, vencendo o desafio da Serra do Mar. “As expectativas foram superadas, o caminhão desempenhou muito bem”, comemora o diretor.
Para a empresa, o foco no elétrico é uma aposta estratégica de longo prazo, em detrimento de outras alternativas como biometano ou GNV, ainda considerados combustíveis fósseis. “Quando se fala no veículo elétrico, praticamente zeramos [a emissão de CO2], principalmente na parte do transporte efetivo”, justifica o Sousa.
O executivo destaca, ainda, a redução drástica nos custos de manutenção, com o fim das trocas de óleo, filtros e outros insumos. O plano é ambicioso e consiste em dobrar a frota de elétricos ainda este ano, mirando um futuro com uma operação potencialmente 100% eletrificada. Esse compromisso com a sustentabilidade também se reflete nas operações de terminal, com a aquisição de quase 40 empilhadeiras elétricas e a transformação da filial de Paulínia em uma unidade 100% verde, com captação de água da chuva e energia solar.
