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| Comprometimento e Qualificação: a receita para entrar na profissão - 12/03/2010 8:41:45 |
Falta de qualificação profissional do motorista, como conhecimento de eletrônica embarcada, cursos de especialização, entre outras exigências comuns hoje no segmento do transporte rodoviário de cargas, inclusive a falta de experiência dos novatos na atividade, são os principais problemas enfrentados pelos carreteiros - experientes ou não - para conseguir emprego em uma transportadora. Atualmente, estima-se que existe no mercado brasileiro uma carência de quase 100 mil profissionais qualificados, e diante deste quadro - no qual de um lado sobram empregos e de outro desempregados - algumas das empresas de transporte começaram, há anos, a preparar seus profissionais.
A Júlio Simões, por exemplo, exige que o carreteiro tenha no mínimo 25 anos de idade, seja habilitado com a CNH Categoria E, e alfabetizado. “Os motoristas de hoje precisam ser comprometidos com as metas de qualidade, resultados da empresa e responsáveis com as leis de trânsito”, disse Claudemir Turquetti, diretor de Desenvolvimento de Pessoas do Grupo Júlio Simões. Por outro lado, a empresa criou em 2006 o Programa de Educação Continuada (PEC) - voltado para o profissional do volante -, em sua Escola de Motoristas, em Mogi das Cruzes/SP, onde está localizada a sede da empresa.
O programa é desenvolvido em três módulos: Integração, Específico e Desenvolvimento. No módulo de Integração são apresentados os conceitos da empresa, enquanto no segundo, o Específico, são oferecidos treinamentos focados em atividades principais e procedimentos operacionais internos. Por fim, o módulo Desenvolvimento, consiste em treinamentos com a finalidade de formação e especialização dos profissionais. Para a empresa, a iniciativa educativa proporciona aos motoristas a oportunidade de aprofundamento e aperfeiçoamento das especificidades da função.
Assim também acontece com a Braspress, que exige do carreteiro CNH Categoria E, além da consciência profissional, em especial ao volante do caminhão. “Hoje é importante que o motorista tenha ensino médio, bem como noções de informática, pois a tecnologia de nossos veículos exige isso”, afirma Milton Braga, gerente de Recursos Humanos da Braspress Transportes Urgentes.
Para ele, também é de extrema importância o aspecto comportamental do motorista, embora a maturidade no volante também seja. Além disso, dentro da empresa já existe uma norma, na qual é preciso conceder oportunidades para os motoristas menos experientes através de estágios supervisionados, como o de manobristas. Inicialmente, essas atividades são realizadas no pátio, à medida que os carreteiros vão atingindo maturidade para operar caminhão ou carreta. O passo seguinte são as promoções de colaboradores que desejam exercer a profissão, dando a eles chances de crescimento dentro da companhia.
A Ramos Transportes, por sua vez, exige do profissional experiência mínima de três anos, cursos de MOPP - Curso de Movimentação de Operações Perigosas -, Direção Defensiva e Condução Econômica, o que significa, de acordo com a empresa, diferenciais para a contratação. A Transportadora prioriza também que o carreteiro tenha experiência no trânsito e nas estradas, além de maturidade, controle emocional, comprometimento e responsabilidade.
A empresa afirma, ainda, que a qualificação e atualização diária de conhecimentos na profissão são importantes, e ressalta para aqueles que estão começando na profissão a importância de aceitar, no início, trabalhar como manobristas de caminhão e também como o segundo motorista, acompanhantes dos profissionais mais experientes. Para a gerente de Gestão de Pessoas Brasil da Ramos Transportes, Eleonor Machado, não basta apenas saber dirigir. “É preciso se aperfeiçoar, porque muitas tecnologias acompanham o veículo, além de informações de legislação de trânsito, transporte de cargas, conhecimentos voltados ao meio ambiente, segurança e saúde”, conclui a gerente.
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| Fonte:NTC |
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